lésbica feminista encantada

Saturday, July 16, 2011
mentira #1

Fumei e fiquei ali. Depois dela. Me lembrou aquele pedaço do livro de Cortáza. Fique na cama, abatida pela alegria, sem nenhuma coberta, cansada como depois de um sonho. E Nana falava que amor pode nos descansar, mudar os ventos, nos cuidar. E ela ainda me ensina como retorno, o renascimento de uma mulher que se sente amada, pois só isso interessa, sentir. O meu sentir daquilo. Amada. Me lembrava Cortáza porque eu fique na cama, descoberta, suando, acordando vez ou outra para fumar um cigarro. Mas fiquei ali dormindo, sem precisar fechar os olhos o tempo todo, dormindo na lembrança, no que havia sido real. Era sono, não sonho, porque podia voltar a ser verdade. Mas agora não era, eu dormia dentro da lembrança do tempo que eu já não podia comensurar se era uma noite ou quase uma hora que eu estava ali, sonhando, dormindo. Não a esperava de volta. Ali era bem melhor. Se sentir amada era melhor do que fingir que era amor.

Posted at 02:22 am by natalia nega

 

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Olhei no espelho e comecei a rir de felicidade! Tinha conseguido abrir a pele da semente e estava subindo dentro da terra. [...] Meu cabelo era uma dessas criações estranhas, incríveis, surpreendentes, de parar o tráfego – um pouco parecido com as listras das zebras, com as orelhas do tatu ou os pés azul-elétrico do mergulhão – que o universo cria sem nenhum motivo especial a não ser demonstrar sua imaginação ilimitada. [...] O teto no alto do meu cérebro abriu-se; mais uma vez minha mente (e meu espírito) podia sair de dentro de mim. Eu não estaria mais presa à imobilidade inquieta, eu continuaria a crescer. A planta estava acima do solo. Alice Walke

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